
Eu ainda não digeri
Está tudo assim sujo
Sem moveis
Não me sinto mais aqui
mas não deixo de fazer parte
Ele está quando toca piano
E o piano não existe
O não ouvir
Quando se sentir
É pior do que o vir
Quando não se pertence
E não se escuta
Sons
Gemidos
Era ele chegando já partindo
Quando falava
O Não silêncio
O incerto
Aquilo que não se entende
O meu não verso
O meu absurdo
E fica a dúvida
Os passos
Cabelos
Os dedos na parede
O lúdico
O real fantástico
O inconsequente
O luar
A madrugada
Ele surgindo na rua
Não!
Passou!
Acabou!
Já posso abrir os olhos
Sair daqui sem qualquer culpa
Deixa a casa suja mesmo
Deixa de lado o medo
Agora a sua vida é sua...
Está prestes a sair...
domingo, 2 de maio de 2010
Ainda estou prestes a sair...
Postado por Raquel Carvalho às 18:16
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