
Não, ainda não me redimi de mim!
E a viagem já começou, e eu nem sabia
Não fiz as malas
Não entrei em nenhum trem
Navio
Nem escrevi cartas e um ponto
Um mundo
Solícito
Apenas flutuo
Levito
Sinto
E sempre tem um quadro de Magritte
Para traduzir o meu estado de espírito
Na viagem
Em navio de tempestade
E as forças dos ventos são inenarráveis
Quase fictícias
Desconcertantes
Mudam sempre o horizonte dos meus olhos
Do poente
Da certeza de que uma carta já não basta
E os teus olhares
Não se encontram
No meu escrever-me
Na minha constelação de estrelas
No amanhecer de meus porquês
Onde devo segurar-me no navio-tempestade?
Fruto das mentiras que as minhas mãos teimavam em acolher...
Libertar-me-ei
Do ponto final
Do mar aberto em sal
Da paisagem que me sorria o teu sorriso de lua
Do quadro sufocante de Magritte...
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Começo de tudo
Postado por Raquel Carvalho às 06:56
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